O ritmo de expansão da arrecadação de prêmios continua discreto nos quatro primeiros meses do ano, mesmo com o forte crescimento apresentado por alguns ramos no período, como Marítimos e Aeronáuticos (52,5%), Crédito e Garantias (38,4%), Patrimoniais (16,1%) e Planos de Risco em Cobertura de Pessoas (14,8%). Nos quatro meses do ano, o crescimento foi de 4,9%, totalizando R$ 81 bilhões (sem Saúde e sem DPVAT) quando comparado com igual período do ano passado. Os dados constam da nova edição da publicação Conjuntura CNseg.

De janeiro a abril de 2019, houve outras modalidades com trajetória na casa de dois dígitos ou perto disso em termos de crescimento, mas sua participação de mercado (market share) não é suficiente para puxar o resultado do setor de forma significativa. Transporte (10,3%), títulos de Capitalização (9,8%) e Seguro Rural (6,5%) estão entre os exemplos de comportamento positivo. No acumulado do ano, os seguros de Automóveis e os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas, entretanto, tiveram discreta queda de arrecadação até abril de 2019: -0,4% e -0,6%, respectivamente, que coloque para baixo um crescimento mais vistoso, por conta de seu peso no resultado final.

A rigor, todo o mercado sente os reflexos do baixo crescimento da economia, taxa de desemprego elevada, freio nos investimentos, entre outros fatores que frustram o potencial de negócios do setor. Prova disso é que, na série de dados de 12 meses móveis, o crescimento que vinha sendo observado desde o início de 2019 foi quase anulado com a inclusão do resultado de abril, atingindo só 0,1% de alta.