O grupo Bradesco Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 3,65 bilhões no primeiro semestre de 2019, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi bem acima da projeção divulgada pelo banco para este ano, que varia de 5% a 9%. O resultado representa 30% do lucro líquido contábil do banco, de R$ 11,8 bilhões, 31,87% maior em relação a mesmo período de 2018.

O retorno sobre o patrimônio líquido do grupo segurador atingiu 23,6%, ante 19,6% no mesmo período de 2018. O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização do grupo atingiu R$ 7,4 bilhões no 1º semestre de 2019, o que representou crescimento de 16,9% na comparação com igual período de 2018.

O índice combinado registrou melhora de 2,7 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre de 2018. O movimento favorável ocorreu em todas as linhas de negócios, na comparação semestral. As provisões técnicas ultrapassaram R$ 265 bilhões, correspondentes a cerca de 25% do  total do mercado segurador, e os ativos financeiros superaram R$ 300 bilhões. O volume paga em indenizações, resgates, benefícios e sorteios chegou a R$ 29,2 bilhões, o que corresponde a R$ 233 milhões por dia útil.

O resultado do grupo foi influenciado, entre outros fatores, pelo crescimento das vendas de seguros, previdência e capitalização, bem como a melhora dos principais indicadores de desempenho, em especial dos índices de sinistralidade e combinado, aumento do resultado financeiro, de 9% no semestre, e a redução de 2,3% das despesas administrativas.

“Valorizamos muito o fato de os bons resultados e indicadores de desempenho da companhia terem sido conquistados em todas as nossas linhas de negócios, pois reflete uma estratégia apoiada em vantagens competitivas do grupo segurador, como a atuação multilinha e a sinergia com o Bradesco, que nos garante presença em todo o território nacional, amplificando sobremaneira nossa capilaridade”, destaca o presidente Vinicius Albernaz.

Entre os indicadores de desempenho, o índice de sinistralidade consolidado registrou melhora de 3,9 pontos percentuais no primeiro semestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em 70,5%. Os melhores resultados ocorreram vieram de saúde e de vida e previdência, ambos com queda de 4,5 pontos percentuais.

Em saúde, a melhora se deveu, entre outros fatores, a estratégias voltadas à retenção de clientes e ao atendimento primário; mudança dos modelos de remuneração da rede, visando eficiência e qualidade assistencial; e programas de gerenciamento de beneficiários. Auto e ramos elementares obteve melhora de três pontos percentuais.