O mercado de seguros faturou R$ 98,1 bilhões de janeiro a novembro de 2018. Segundo dados da Susep, essa soma representa um crescimento nominal de 7,3% em comparação aos 11 primeiros meses de 2017. Em termos reais, houve um desempenho expressivo, bem acima da inflação acumulada entre os dois períodos comparados, que não chegou a 4%. Esses valores incluem o VGBL, mas não engloba o seguro saúde – que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – os planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização. O bom desempenho do setor também foi favorecido pela queda da taxa média de sinistralidade, de 48% para 45%, entre novembro de 2017 e o mesmo mês no ano passado. Entre os dois períodos comparados houve uma ligeira elevação de 1,4% dos sinistros ocorridos, para aproximadamente R$ 41,6 bilhões. Isso significa que, nos 11 primeiros meses de 2018 ano, o mercado de seguros devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, algo em torno de R$ 126 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados, ou ainda R$ 5,2 milhões a cada hora. Já as despesas comerciais, que incluem as comissões pagas aos corretores de seguros, cresceram 5,6% entre os dois períodos, somando R$ 23,8 bilhões nos 11 primeiros meses de 2018.